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Revelada identidade do homem suspeito de assassinar Maria Custódia Amaral e todos os detalhes

12 dias depois do desaparecimento, o corpo de Maria Custódia Amaral foi encontrado no sábado, 31 de janeiro, e foi detido o homem suspeito de assassinar a consultora imobiliária e filha da falecida atriz Delfina Cruz.

A Polícia Judiciária encontrou o corpo sem vida na Lagoa de Óbidos e o “conjunto robusto de indícios e provas” na casa do suspeito permitiram “identificar o presumível autor do crime“.

Na rubrica ‘Análise Criminal’ do programa ‘Casa Feliz’, da SIC, desta segunda-feira, 2 de fevereiro, Luís Maia revelou todos os detalhes sobre o que aconteceu no fatídico dia 19 de janeiro, quando foi dado o alerta para o desaparecimento: “Esta mulher foi assassinada por motivos passionais. O homicida é um homem com quem ela já teve no passado um envolvimento, não sabemos exatamente de que natureza, e que a assassinou mesmo no dia 19“.

“Agora, a história tem um daqueles finais dignos de um filme: Maria Custódia Amaral sai de casa de manhã no dia 19, sai com o namorado, vai tomar o pequeno-almoço a um café e vai deixar o namorado a casa dela. Isto na Lourinhã. A seguir vai na direção da localidade de Paço, freguesia de São Bartolomeu dos Galegos, e vai angariar uma casa. Ela era consultora imobiliária e ia buscar documentação daquela casa para tratar da angariação. A reportagem fotográfica iria ser feita daí a uns dias. E o que é certo é que mais ninguém a viu. Depois disso, as autoridades foram a casa do casal que iria vender esta casa e, quando a GNR foi lá a casa, encontrou apenas o proprietário do imóvel. E o proprietário do imóvel disse que Maria Custódia Amaral tinha ido lá a casa e que tinha saído dali por volta do 12h30“, explicou.

Em direto de Óbidos, onde o corpo foi encontrado, o repórter da SIC prosseguiu: “A seguir, ou melhor, ao fim do dia, percebe-se que o telefone dela tinha sido localizado nas Caldas da Rainha. Mas de Maria Custódia Amaral não se sabia nem da viatura dela nem do próprio telefone. O que é que acontece? Na quinta-feira passada há uma pessoa que visualiza a viatura de Maria Custódia Amaral estacionada em frente aos Bombeiros Voluntários de Peniche, naquele dia a viatura foi sinalizada, e quando se vão ver as imagens de videovigilância percebe-se que, no próprio dia 19, o carro de Maria Custódia Amaral foi ali deixado por uma pessoa e que esse homem depois sai dali e vai a pé até à estação de autocarros e apanha dali o autocarro outra vez para casa. Onde é que era essa casa? Em São Bartolomeu dos Galegos, na localidade de Paço“.

Perante as evidências, Luís Maia adiantou novos pormenores referentes à identidade do suspeito: “Ou seja, o suspeito, e já foi detido pela Polícia Judiciária, é afinal o homem, o proprietário da casa que Maria Custódia Amaral ia vender. Entre o 12h00 e as 15h00, ele conseguiu matá-la, conseguiu tentar limpar a casa, não muito bem, porque depois a Polícia Judiciária encontrou lá vestígios de sangue, conseguiu vir aqui à Lagoa de Óbidos enterrá-la no areal e conseguiu deixar o carro diante dos Bombeiros de Peniche. E note-se que, da casa dele até aqui, estamos a falar de cerca de 30 minutos a caminho. Daqui até aos Bombeiros de Peniche são mais meia hora de caminho. E este homem fez tudo em plena luz do dia“.

Sobre “o que traiu” este homem e permitiu que fosse descoberto, o repórter da SIC referiu: “Foi o facto de ter deixado a viatura de Maria Custódia Amaral, na qual transportou o cadáver, viatura que ele conduziu durante meia hora até chegar aqui, ter deixado essa viatura em frente aos Bombeiros de Peniche e ter sido apanhado pelas câmaras de videovigilância. Nesse meio tempo, entre quinta e sábado, que foi o dia que este homem foi detido, a Polícia Judiciária conseguiu localizar este indivíduo, conseguiu pô-lo a confessar e a indicar o local onde estava o cadáver de Maria Custódia Amaral“.

Por fim, Luís Maia deixou claro: “É de realçar que este homem, o suspeito que foi detido pela Polícia Judiciária e será presente a juiz, foi inquilino de Maria Custódia Amaral aqui há uns anos. Ele e a mulher viveram no anexo da moradia de Maria Custódia Amaral, um anexo que costuma estar alugado e que ainda há pouco tempo esteve alugado também a outra pessoa. Bom, o suspeito está então detido, foi presente a juiz, o mistério está resolvido, já sabemos o que aconteceu a Maria Custódia Amaral. Tinha saído de casa para trabalhar a dia 19 de janeiro“.

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