O próximo treinador do Benfica é ainda uma incógnita e vários nomes são apontados ao lugar que José Mourinho deve deixar vago nos próximos dias. Sérgio Conceição é a escolha de Bruno Batista, candidato a vice-presidente dos encarnados pela lista de Luís Filipe Vieira, que defende que o ex-técnico do Al-Ittihad é o homem certo para reorganizar o Benfica.
“Sérgio Conceição seria um treinador que eu tinha muita curiosidade para ver num Benfica que precisa de alguém que dê um murro da mesa naquele balneário e construa o projeto. Mas, mais uma vez, eu não estou preocupado com o nome do treinador. O Benfica tem de dar um passo atrás”, refere Bruno Batista à TSF.
“Sérgio Conceição fez um bom trabalho no FC Porto quando não tinha condições, estava debaixo de um fair-play financeiro e não tinha meios para ir captar talento fora e, portanto, apostou no talento que tinha no Olival e teve bons resultados. Já o Marco Silva, depois de uma década na liga inglesa, está habituado a ter um orçamento bastante alto, mas também me parece um treinador de projeto.”
E, por isso, o antigo diretor de campanha de Luís Filipe Vieira defende que o Benfica tem de trabalhar em voltar a ter um bom projeto para preparar a nova temporada e resolver o caso José Mourinho o mais rapidamente possível. “Nem Mourinho quer o Benfica, nem o Benfica quer mais o Mourinho. E este dossiê tem de ser resolvido quanto antes. Não podemos estar condicionados pelas eleições de um qualquer clube, seja ele o Real Madrid, o maior do mundo ou não. O Benfica é um clube grande demais para deixar condicionar o seu projeto e o planeamento da próxima época por umas eleições alheias”, diz Bruno Batista, que compreende o silêncio de Rui Costa nesta altura, já que ainda não “domina a narrativa”.
Essencialmente, Bruno Batista defende que os encarnados não podem continuar a repetir os mesmos erros: “O Benfica não pode estar com seis treinadores em cinco anos, nem pode estar a mudar todos os anos de plantel e de liderança. Aquilo em que o Rui Costa tem de se focar é um planeamento estratégico com um projeto desportivo para os próximos, pelo menos, três anos.”

















