José Mourinho levou tudo à frente: Das críticas a João Pinheiro ao arraso a elementos do FC Porto

Após o empate (2-2) entre Benfica e FC Porto, José Mourinho analisou o encontro e abordou também a expulsão e um desentendimento com Lucho González.
Sobre o jogo, o treinador considerou que o Benfica cometeu demasiados erros, sobretudo na primeira parte, e criticou o segundo golo sofrido: “O FC Porto conseguiu sem dúvida marcar superioridade, mas também em função do que foi o nosso jogo. Já expliquei que o jogo em que sentimos estar a dominar foi na Taça, dominar verdadeiramente. Praticamente sem nenhuma perda de bola. Bola em nosso poder. Fizemos um grande jogo. E hoje, logo desde o princípio, muita bola perdida.”
Mourinho destacou também a diferença física entre as equipas: “Depois, uma intensidade física… Não se trata de condição física mas sim de ADN. Vemos o perfil dos jogadores do FC Porto e é completamente diferente do nosso.”
O técnico encarnado apontou falhas defensivas no lance do 2-0: “Fizemos isso na 1.ª parte, o segundo golo que sofremos é absolutamente ridículo. O ala esquerdo do FC Porto aparece num um contra um contra o central esquerdo do Benfica. Onde estavam o ala direito, o central do lado direito, o duplo pivô?”
Apesar da reação após o intervalo, reconheceu dificuldades nas transições:
“Na 2.ª parte conseguimos inverter as coisas. Mas a sentirmos sempre as mesmas dificuldades na transição.”
Também sublinhou a importância de Aursnes na equipa: “E eu não gosto nada de o fazer, mas a coisa é tão óbvia que tenho de fazer. Sem Aursnes, a nossa música é diferente”.
Relativamente à luta pelo título, Mourinho mostrou-se pessimista quanto à recuperação:
“Faltam 27 pontos. Considero difícil a recuperação de 7 pontos.”
Ainda assim, admitiu que matematicamente tudo permanece em aberto:
“Mas 7 pontos não me parece fácil. Digo isto desde o princípio da época. É muito fácil identificar como o FC Porto joga, muito difícil jogar contra eles. E não me parece que seja fácil o FC Porto perder mais pontos. Mas enquanto for matemática, tudo pode acontecer”.
O treinador comentou também a expulsão e acusou Lucho González de o insultar:
“O Lucho. Mas não foi uma vez, foram 20 ou 30. Ele quando foi para o Marselha, era traidor? Traidor de quê?”
E explicou por que considerou o ataque pessoal: “Podia ter-me insultado de uma maneira que eu aceitasse melhor, mas acho que foi um ataque ao meu profissionalismo, que é algo que prezo tanto.”
Mourinho afirmou ainda: “O elemento do banco do FC Porto que também foi expulso e que no túnel chamou-me 50 vezes traidor. Gostava que ele me explicasse: traidor de quê?”
Defendendo o seu percurso profissional, acrescentou: “Estive no FC Porto, dei a alma ao FC Porto. Fui para o Chelsea, para o Inter, Real Madrid, Fenerbahçe, dei a volta ao mundo e dei a alma, a vida todos os dias. A isto chama-se profissionalismo.”
Sobre a expulsão, deixou críticas à arbitragem: “O árbitro diz que me expulsou porque rematei uma bola para o banco do FC Porto, o que é completamente falso.”
E também ao quarto árbitro: “O 4.º árbitro fez um trabalho péssimo durante todo o jogo.”
Quanto ao encontro, Mourinho admitiu superioridade portista durante grande parte do jogo: “Durante grande parte, o FC Porto esteve mais perto de ganhar do que nós.”
E elogiou a construção da equipa adversária:
“Pode gostar-se muito ou menos, ou detestar-se, mas o FC Porto construiu uma equipa com uma ideia.”
Por fim, resumiu a diferença entre as equipas na intensidade: “Quando perdes muita bola contra o FC Porto vais correr atrás deles. Mas eles vão de mota e tu de bicicleta.”






