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Arsenal acusado de fingir lesões a pensar no Sporting (e não só)

Gabriel Agbonlahor não acredita na vaga de lesões que assola o Arsenal, próximo adversário do Sporting na Liga dos Campeões, e defende mesmo que a Premier League deve ter 'mão firme'.

O antigo internacional inglês Gabriel Agbonlahor lançou, esta segunda-feira, suspeitas relativamente ao facto de, até ao momento, na presente pausa para compromissos internacionais, já dez jogadores do Arsenal terem abandonado as respetivas seleções, alegando problemas de ordem física.

Na opinião do agora comentador desportivo da rádio britânica talkSPORT, esta ‘debandada’ não passa de uma estratégia por parte da equipa orientada pelo treinador espanhol com o objetivo de preservar os índices físicos do plantel, com vista a uma reta final de temporada de 2025/26 que se afigura como ‘louca’, pelo que a Premier League deve mesmo intervir, para que tal não se repita.

“No fim de semana, toda a gente disse que o Ben White merecia ser assobiado, quando entrou [no empate a uma bola entre Inglaterra e Uruguai]. Bem, ele é o único jogador do Arsenal que ainda está com a seleção inglesa. [Noni] Madueke, tudo bem, saiu lesionado, contra o Uruguai, e foi uma entrada bastante dura”, começou por afirmar.

“Eu olho para jogadores como [Jurrien] Timber, [Eberechi] Eze, [Martin] Odegaard… Todos foram dispensados, depois de não terem jogado contra o Manchester City. Não tenho problemas com esses quatro jogadores. Mas [Piero] Hincapié, [Bukayo] Saka, [Declan] Rice, Gabriel [Magalhães], [William] Saliba, [Leandro] Trossard e Martín [Zubimendi] não tiveram problemas, contra o Manchester City”, prosseguiu.

“Simplesmente, não sei se isto está correto. Se eu fizesse parte da Premier League e estivesse a tomar uma decisão, eu implementaria uma nova regra, e falhavas o próximo jogo da Premier League, se fosses dispensado da seleção. Digo-vos uma coisa, os jogadores iam deixar de ser dispensados”, completou.

A terminar, a ‘lenda viva’ do Aston Villa (somou 87 golos e 37 assistências ao cabo de 391 jogos oficiais, entre 2005 e 2018) recordou que “jogar pela seleção é uma honra”: “Se eu fosse Harry Kane, falaria sobre isto e diria ‘Vá lá, rapazes. Não voltemos àquilo que temos feito, há quatro ou cinco anos, com jogadores a serem dispensados sem parar’.

“Eu percebo que [Mikel] Arteta esteja a fazer todos os possíveis para conquistar estes troféus. O próximo jogo depois da pausa internacional é para a Taça de Inglaterra, contra o Southampton. Simplesmente, não me agrada que os jogadores sejam dispensados das seleções nacionais. É uma honra jogar pelo teu país. Não me cai bem”, rematou.

Sporting (e não só) no horizonte do Arsenal

Além da Taça de Inglaterra, o Arsenal também se mantém ‘vivo’ na Liga dos Campeões, onde irá disputar um lugar nas meias finais com o Sporting. A primeira mão dos ‘quartos’ está agendada para o próximo dia 7 de abril, no Estádio José Alvalade, e a segunda para 15, no Emirates Stadium.

Isto, sem esquecer que, neste momento, os gunners são os principais favoritos à conquista da Premier League, visto que, com apenas sete jornadas por disputar, ocupam o primeiro lugar, com 70 pontos conquistados, mais nove do que o segundo classificado, o Manchester City (que tem, no entanto, uma partida em atraso).

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