Mãe de Maycon acredita que o filho “pode estar morto” e recusa buscas: “É deixar o tempo passar”
A reação de Neuza está a chocar os repórteres e a comunidade. A mãe diz que é “normal” um amigo ter os bens do filho e parece conformada com o desfecho trágico, enquanto outros amigos correm para a Polícia Judiciária.

O caso do desaparecimento de Maycon Douglas sofreu uma reviravolta dramática com a revelação de novos dados exclusivos no programa “Dois às 10”.
O repórter Bruno Caetano, em direto da Nazaré, expôs uma teia de comportamentos suspeitos que envolvem um amigo próximo da família, a jovem que acompanhava Maycon e a própria reação da mãe do desaparecido.
Segundo a investigação da TVI, existe um “amigo muito chegado” que reapareceu recentemente na vida de Maycon e que está na posse de um telemóvel antigo do jovem, tendo acedido ao aparelho com o consentimento da mãe.
“Há também um amigo muito chegado à família de Maycon, que já foi um dos melhores amigos de Maycon, afastou-se e voltou agora a ser mais chegado ao Maycon. Também ele muito próximo da mãe, que tem um telemóvel de Maycon. Isto porque Maycon tinha há pouco tempo mudado de telemóvel e ainda tinha esse telemóvel guardado em casa. (…) Esse telemóvel foi alvo de, digamos, foi visto por esse amigo muito chegado de Maycon, com autorização da mãe”, explicou o jornalista.
O dado mais alarmante prende-se com uma alegada tentativa de silenciamento. A rapariga que saiu do bar com Maycon na noite do desaparecimento terá recebido ordens diretas desse mesmo amigo para se calar.
“Sabemos, e é um exclusivo de TVI, que essa jovem recebeu mensagens do amigo chegado à família de Maycon, em que alertou para que não dissesse nada a ninguém e que eventualmente seria contactada pela PSP. Ora, é estranho”, revelou Bruno Caetano.
A postura da mãe de Maycon, Neuza, também foi questionada. Ao ser abordada pela equipa de reportagem, recusou abrir a porta e demonstrou uma resignação que os amigos consideram inexplicável, aceitando que o filho possa estar morto e recusando estranhar que terceiros tenham os bens dele.






