A inesperadíssima derrota para os adeptos do Sporting na final da Taça de Portugal perante o secundário Torreense levantou uma onda de contestação em torno de Rui Borges que poderá ter consequências nefastas no início da próxima temporada em termos de ambiente em torno da equipa. Logo na conferência de imprensa seguinte ao encontro o treinador de 44 anos fez questão de desmontar um pouco o assunto. «Já entrei no Sporting sobre brasas. Mal seria se assim não fosse num clube da grandeza deste. É algo que aceito e entendo. É seguir o nosso rumo e trabalhar ainda mais para notarmos onde poderemos ser melhores», declarou.
A frustração foi enorme entre os simpatizantes leoninos e, como é óbvio, também no grupo, com Rui Borges a refletir o que correu mal na preparação de um encontro que poderia, na prática, ser a única conquista de um troféu pelos verde e brancos em 2025/26. E nos seus pensamentos, segundo A BOLA apurou, o treinador não teve problemas em assumir culpas próprias, pois chegou à conclusão de que poderia ser mais ríspido na abordagem aos jogadores, algo que os levasse a um menor conforto em encararem o encontro.
No entanto, agora é tempo de seguir em frente com o comandante da nau leonina desde dezembro de 2024, com o positivismo que sempre lhe foi associado e que levou, por exemplo, a que os da listada verde e branca conseguissem reocupar o segundo lugar na Liga na época agora depois da derrota com o Benfica em Alvalade e empates comprometedores com Aves SAD (1-1) e Tondela (2-2).
Para o que aí vem, Borges espera não voltar a sentir no pescoço o bafo quente do azar da época agora finda que levou a um número inusitado de lesões, sobretudo traumáticas, que o impediram de dispor de opções importantes como por exemplo Debast, Nuno Santos, Daniel Bragança, Quenda ou Ioannidis, causando evidente sobrecarga nos que estavam disponíveis. Outra vertente que espera que corra a seu favor em 2026/27 é a política de mercado, com a viragem da agulha para futebolistas identificados com a realidade do futebol nacional — vide o caso de Zalazar, Pedro Lima ou João Palhinha — o que levará a um menor tempo de adaptação. Isto aliado ao facto de haver uma maior produtividade nas apostas a fazer, pois se olharmos um pouco para trás rapidamente se chega à conclusão de que, por uma razão ou por outra, o único que teve um rendimento consistente em 2025/26 foi Luis Suárez, pois Ioannidis também deu sinais muito positivos mas esteve lesionado durante um período larguíssimo.
Porém, no domingo nem tudo foram más notícias para os de Alvalade, pois dos lados de Inglaterra chegaram boas novas resultantes da vitória do Aston Villa sobre o Manchester City e do empate do Liverpool com o Brentford que deu entrada direta na fase de liga da Champions e consequentes mais €48M em caixa, o que dá um conforto financeiro importantíssimo e poderá elevar a fasquia de investimento, mas sempre de olho no equilíbrio financeiro, como tem sido apanágio da administração da SAD liderada por Frederico Varandas. Para já, é tempo de retemperar forças e limpar o chip para 2026/27 sem medo do futuro…
















