É um dos lances mais comentados deste Sporting-Benfica, o momento em que Trubin negou o golo a Suárez, e foi depois coadjuvado por Schjelderup, que aliviou a bola para fora da área, evitando que o Sporting ainda chegasse ao golo na recarga desta grande penalidade.
Ora, Schjelderup já estava dentro da área quando Suárez bate a bola e o lance tem sido muito comentado, se deveria ou não ter sido repetido.
Na Now, o jornalista Vítor Pinto não teve dúvidas e disse que o lance tinha que ser anulado, com a repetição da grande penalidade para o Sporting, falando mesmo em erro grosseiro.
“As coisas são como são. O Schjelderup está dentro da área, o penálti teria de ser repetido, as regras são claras. Ainda por cima, azar dos Távoras, hoje no Portimonense-Lourosa, na jornada da Liga 2, quando o jogo estava 0-0, houve um penálti a favor do Portimonense, o guarda-redes defende e há um jogador do Portimonense que faz a recarga e marca 1-0 para o Portimonense.
Inclusivamente, até tinha um dos pés ainda fora da área, ainda não estava tão dentro da área como o Schjelderup. E a vídeo-arbitragem auxiliou o árbitro de campo, informou-o e o senhor árbitro de campo anulou o golo, bola para o Lourosa e ficou 0-0. Como é que é possível, na II Liga Portuguesa, um lance de invasão de campo num penálti, que é estático, aqui não há hipótese de haver dúvidas, de haver subjetividade, aquilo que nós nos batemos sempre, de combater a subjetividade, irmos por aquilo que é óbvio, claro, inequívoco, sem nenhuma dúvida.
Neste caso, na I Liga, no jogo mais importante, o vídeo-árbitro que ficou em 2º lugar na classificação do 1º semestre, como é que é possível não ver estas imagens? Eu já dou de barato que o Sr. João Pinheiro não se tenha apercebido e que o árbitro assistente número 1, que tem que estar atento e no enfiamento da jogada, também não se tenha apercebido. Agora, há imagens claras, inequívocas desta situação, eu não sei o que é que ia dar a repetição do penálti, o Trubin podia defender outra vez, mas é um erro grosseiro que não pode acontecer num clássico. A partir daí, o resto é aquilo que sabemos, já vamos comentar o resto do jogo, mas vai ser um clássico já marcado pela polémica, porque este é o tipo de lance que não tem discussão. Não é questão de se é subjetivo, se tocou, se não tocou, se tem intensidade, se tem intenção, zero.
É objetivo, está dentro da área ou não está? Schjelderup está completamente dentro da área e se alguém tivesse alguma dúvida, temos hoje o Portimonense-Lourosa que nos deu um caso em que o árbitro inclusivamente comunicou ao estádio a razão pela qual anulava o golo. Pronto, é um clássico que já vai ter muito que se discutir em termos de arbitragem, de certeza”, disse Vítor Pinto.
No entanto, esta é a opinião do jornalista do Record, que apesar da firmeza nas palavras, já não corresponderá à verdade, segundo explicou o especialista em arbitragem Pedro Henriques, a revelar o que muitos desconheciam: a lei mudou. Agora, só é punido se o jogador infrator, no caso, Schjelderup, for beneficiado na disputa da bola, em relação ao adversário, o que não aconteceu, uma vez que nenhum jogador do Sporting disputou a bola com ele. Por isso, considera Pedro Henriques que o lance foi bem ajuizado.
“Lei 14 (o pontapé de penálti, página 130) tem um texto novo e alteração em relação ao passado no que diz respeito à invasão da área de jogadores defensores, após o guarda-redes defender a bola no penálti. Companheiro de equipa do guarda-redes só é punido por invasão se tiver claro impacto no executante — jogador que invadiu a área, joga a bola ou disputa-a com um adversário e evita que este marque o golo, tente marcar golo ou crie oportunidade de golo. Em conclusão, se só jogar a bola sem consequência para o adversário não é para punir. Por isso o VAR não interveio porque, com esta alteração da lei, não há irregularidade de Andreas Schjelderup. Após defesa de Trubin, o avançado norueguês dos encarnados chega à bola sozinho, sem adversário por perto, ou seja, sem impacto em relação a qualquer jogador leonino. Antes da alteração, sim, o penálti teria de ser repetido. Atualmente já não é assim, pelo que a decisão foi correta”, disse Pedro Henriques ao jornal A Bola.
















