Rui Borges assume «frustração com os últimos resultados, depois do comprometedor empate diante do Tondela (2-2), mas mostrou-se também determinado em ajudar os jogadores a recuperarem para o que falta no campeonato e para a final da Taça de Portugal.
Momento de frustração. Ainda faltam três jogos e a final da Taça. Como se dá a volta a estes momentos?
«Não éramos os melhores do mundo há quinze dias atrás, não somos agora os piores do mundo. Frustração existe, faz parte. A forma de voltar é jamais desconfiar de nós, porque depois não conseguimos melhorar e ultrapassar o momento menos positivo, de resultados. Podíamos ter feito mais golos nos últimos dois jogos e fomos infelizes. Temos de saber lidar com a frustração, acreditar sempre na qualidade que nos trouxe até aqui e não é este momento que muda tudo para trás. Puxar uns pelos outros, juntos conseguimos ultrapassar esta fase».
Adeptos assobiaram a equipa. A renovação do contrato chega no pior momento?
«Estou focado no próximo jogo, não no meu futuro e na renovação. Não era o melhor treinador do mundo há 15 dias, não sou o pior, tal como os jogadores. Eles têm feito tudo, as coisas não estão a correr como queremos. Há falta de confiança, temos de trabalhar sobre isso. Assobios é natural, faz parte do futebol, da exigência do Sporting. Queremos ganhar sempre, não estamos a conseguir. Entendo a frustração deles e temos de lidar com isso. Peço só que durante o jogo apoiem a equipa, porque eles merecem e depois, no fim, se existir frustração, faz parte e é lidar com ela.»
Que exige aos jogadores nos jogos que faltam?
-«Exijo cada vez ser melhor e ultrapassar a fase menos positiva. Não é por falta de atitude, se isso existisse era um problema grave para mim, não terem atitude e não darem tudo. Eles querem, às vezes não sai como querem, a confiança nota-se que não é a mesma de há uns tempos atrás. Faz parte, nestes cinco anos de conquistas o Sporting passou por momentos menos bons, portanto temos de saber ultrapassá-los. É certo que nestes dois jogos não esperámos nem queríamos perder pontos e tirou-nos dos nossos objetivos, mas é continuar a trabalhar e acreditar na qualidade do grupo. Carácter jamais porei em causa».














