Está de novo aberta a ‘guerra’ interna do futebol português e, desta feita, os protagonistas são o FC Porto e o Sporting. Depois de um Clássico que muito deu que falar pelo que aconteceu fora das quatro linhas, o clube azul e branco respondeu com uma nota oficial nesta manhã de terça-feira em resposta às acusações de que foi alvo por parte dos leões.
Em declarações prestadas em exclusivo ao Desporto ao Minuto, José Fernando Rio não escondeu a sua indignação pela impunidade que se gerou em torno de Frederico Varandas, aplaudindo a forma como o FC Porto se expressou assertivamente nesta newsletter Dragões Diários.
“Acho que é um comunicado bastante assertivo e não anda muito longe da realidade. O que é verdade é que tudo é permitido ao Sporting e ao seu presidente, e o Sporting tem sido altamente beneficiado pela arbitragem desde a última metade da temporada passada”, começou por dizer o ex-candidato à presidência do clube azul e branco.
“Todos nos lembramos também como é que o Sporting ganhou ao Santa Clara para o campeonato, com aquele canto escandalosamente não visto pela arbitragem, que era pontapé de baliza e não canto. Podia continuar aqui a dar vários exemplos de benefícios que o Sporting, que mantêm o Sporting na luta pelo título e mantêm o Sporting à frente do Benfica. A posição natural do Sporting neste momento seria o terceiro lugar”, continuou o empresário.
Sobre a polémica e excessiva intervenção do VAR no jogo entre o Sporting e o Famalicão no passado domingo, a posição do antigo candidato à presidência do FC Porto é bem clara, guiando-se pelas matrizes da UEFA acerca do tema.
“Basta estarmos atentos ao que disse o responsável pela arbitragem a nível europeu, que o VAR funciona bem para evitar erros claros e objetivos. E não para andar com a lupa ou a ver em câmara superlenta faltas e faltinhas, porque senão arranja sempre qualquer coisa”, adiantou.
“Não esqueçamos que o futebol é um jogo de contacto, permite o contacto. Só é preciso avaliar se esse contacto é faltoso ou não. E isso compete ao árbitro, com o jogo jogado, com a bola a correr. Portanto, se o árbitro entende que não é falta, não compete ao VAR, ir á lupa à procura de razões para anular o golo”, frisou o portista.
“E neste caso o golo [frente ao Famalicão] foi mal anulado. Até porque o critério não é sequer o mesmo. Porque nós lembramo-nos que no jogo da primeira volta, no Nacional-Sporting, estava o Sporting já a jogar injustamente contra 10. O seu primeiro golo nasce também de uma falta cometida pelo Trincão sobre o jogador do Nacional, que o árbitro também não assinalou e que o VAR não foi também com a lupa à procura dessa falta”, lembrou o jurista.
“O Sporting beneficia de golos iniciados em falta e depois beneficia também de golos anulados porque supostamente houve uma falta. Acho isto tudo muito escandaloso”, afirmou José Fernando Rio.
Ainda assim, o empresário considera que a postura tomada pelo FC Porto só foi tornada pública devido ao facto de erros constantes beneficiarem sempre o mesmo emblema, falando num Sporting que é “levado ao colo”, tal como a newsletter Dragões Diários desta terça-feira referenciou.
“Não se trata de ser a postura correta. O FC Porto, perante estes erros que beneficiam claramente o Sporting, tem de intervir. Claro que também tem de estar preocupado com a sua equipa, com os seus jogadores, com outros adversários, porque o Sporting não é o único adversário. Mas, de facto, os benefícios ao Sporting têm sido claros, têm sido óbvios e têm sido muitos”, reiterou.
“O FC Porto obviamente está preocupado com isso. Até porque o FC Porto sente que os seus jogos são ganhos com mérito. O FC Porto até agora não ganhou um único jogo beneficiando de um erro da arbitragem. Bem pelo contrário. E vê o seu rival direto, neste caso, que é o que está mais perto, jornada após jornada, como dizem aqui na newsletter, a ser levado ao colo”, acrescentou.

















